O que torna A Estratégia do Oceano Azul imperativa no clima de negócios de hoje em dia?

Kim e Mauborgne: As previsões nos espaços de mercado mais estabelecidos, ou seja, nos Oceanos Vermelhos, estão encolhendo cada vez mais. Os avanços tecnológicos melhoraram substancialmente a produtividade industrial, permitindo que os fornecedores produzam uma variedade sem precedentes de produtos e serviços. E, conforme caem as barreiras comerciais entre nações e regiões, e as informações sobre produtos e preços se tornam instantâneas e globalmente disponíveis, nichos de mercado e monopólios continuam a desaparecer.

O resultado é que a oferta está superando a demanda em cada vez mais indústrias. Esta situação inevitavelmente apressou a comoditização de produtos e serviços, atiçou as guerras de preços e reduziu as margens de lucro. De acordo com estudos recentes, as principais marcas americanas em uma grande variedade de categorias de produtos e serviços estão se tornando cada vez mais parecidas. E, à medida que as marcas tornam-se mais parecidas, as pessoas baseiam-se cada vez mais nos preços durante as decisões de compras. As pessoas já não insistem mais, como no passado, que o amaciante de roupas seja de tal marca. Nem preferem necessariamente a Colgate quando há uma promoção especial da Sorriso, e vice-versa. Em indústrias saturadas, a diferenciação de marcas fica ainda mais difícil durante as crises e recessões econômicas.

Conforme os produtos e serviços se tornam cada vez mais comodities em indústrias saturadas e com crescimento reduzido, as empresas são levadas a competir principalmente em custos. Um resultado disso tem sido o crescente êxodo de empregos para países de baixos custos, como a Índia e a China, pois as empresas estão aumentando cada vez mais o uso de terceirização. Embora os governos possam tentar resolver o problema de terceirização através da legislação, a história nos ensina que esta não é uma solução de longo prazo. A solução de longo prazo para criar empregos está na criação de produtos e serviços atraentes que tirem as empresas do ciclo vicioso da concorrência de produtos. Isso significa mudar os produtos e serviços das empresas do Oceano Vermelho para o Oceano Azul. Estes problemas por si só tornam a Estratégia do Oceano Azul um imperativo crescente para os CEOs.

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